Medite durante a semana.

Nas contínuas orações que por vós fazemos, damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, porque temos ouvido falar da vossa fé em Jesus Cristo e da vossa caridade com os irmãos. (Colossenses, 1,3-4)


Pagina em Construção

SÃO GERARDO

SÃO GERARDO
PADROEIRO

SÃO PAULO

SÃO PAULO
PATRONO

COM. SÃO PAULO

COM. SÃO PAULO
10 ANOS A SERVIÇO DA IGREJA

Oração a São José pai dos pais

09/02/2010

Glorioso São José, esposo de Maria,
concedei-nos a vossa proteção paterna,
nós vos suplicamos pelo Coração
de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vós, cujo poder se estende a todas as necessidades,
sabendo tornar possíveis as coisas impossíveis,
volvei vossos olhos de pai
sobre os interesses dos vossos filhos.
Na dificuldade e tristeza que nos afligem,
recorremos a vós, com toda a confiança.

Dignai-vos tomar sob o vosso poderoso amparo
este assunto importante e difícil,
causa de nossas preocupações.
Fazei que o seu êxito sirva
para a glória de Deus e bem dos seus
dedicados servos.
Amém!

Fonte: cot.org.br/
Colaboração: cdltiangua.blogspot.com/
Foto: madremariadocarmo.wordpress.com/
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Liturgia Diária 09/02/2010 Igreja Católica

Com a Liturgia Diária, a Igreja Católica abre o nosso coração para Deus. O contato diário com a Liturgia nos aproxima do Criador, nos deixa mais abertos ao seu projeto, melhora a nossa convivência com os irmãos e com nós mesmos, pois o conhecimento da Palavra nos torna melhores cristãos.

Oração do Dia: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Meditando: Salmo 94,6 - Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus.

Oração para o mês de Fevereiro: Senhor, que a Igreja, consciente da própria identidade missionária, se empenhe em seguir Cristo fielmente, proclamando o Evangelho a todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Santo do Dia: Santa Apolônia

Terça 09 de Fevereiro de 2010
5ª Semana do Saltério – 5ª Semana do Tempo Comum
Ano Litúrgico “C” – Cor Litúrgica: Verde
Prefácio Comum – Ofício do Dia

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

Primeira Leitura: 1º Livro dos Reis 8,22-23.27-30
Naqueles dias, Salomão pôs-se de pé diante do altar do Senhor, na presença de toda a assembléia de Israel, estendeu as mãos para o céu e disse: “Ó Senhor, Deus de Israel, não há Deus igual a ti nem no mais alto dos céus, nem aqui embaixo na terra; tu és fiel à tua misericordiosa aliança com teus servos, que andam na tua presença de todo o seu coração. Mas será que Deus pode realmente morar sobre a terra? Se os mais altos céus não te podem conter, muito menos esta casa que eu construí! Mas atende Senhor meu Deus, à oração e à súplica do teu servo, e ouve o clamor e a prece que ele faz hoje em tua presença. Teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre o lugar do qual disseste: ‘Aqui estará o meu nome!’ Ouve a oração que o teu servo te faz neste lugar. Ouve as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando aqui orarem. Escuta-os do alto da tua morada, no céu, escuta-os e perdoa!
- Palavra do Senhor.

Salmo: 83 (84)
Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

- Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo!

- Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar: vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor!

- Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Olhai, ó Deus, que sois a nossa proteção, vede a face do eleito, vosso Ungido!

- Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores!

Evangelho: Marcos 7,1-13
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.

Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.

E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.
- Palavra da Salvação!

Comentando a Liturgia
Caminhar e morar. Dois verbos que resumem nossa vida com Deus. São como dois pulsos alternados que dão ritmo à existência. É preciso caminhar, mas queremos chegar e morar. Por enquanto, somos peregrinos, romeiros da terra. Mas não teria sentido a nossa caminhada se não houvesse um porto de chegada. Se até as andorinhas merecem um ninho...

Aliás, quem freqüenta os lugares sagrados, como os templos, sabem que as aves gostam de construir ali os seus ninhos, pois costumavam ser espaços serenos e silenciosos. Mesmo a música dos campanários devia agradar às pombas e às andorinhas. Também este Salmo faz um visível contraste entre as tendas dos ímpios, no deserto sufocante, e o Templo do Senhor, nas alturas ventiladas do Monte Sião. O espaço do pecado confrontado com a morada do Três vezes Santo! Aqui, na casa do Senhor, é o lugar aprazível.

Já chegaram as primeiras chuvas do outono (v. 7), já é passado o ardor do verão do Oriente. Na Bíblia, as chuvas quase sempre são vistas como sinal das bênçãos de Deus (cf. Is 45, 8; Jl 2, 22ss), uma prévia da fartura que as colheitas permitirão. É nesse tempo de clima mais ameno que as caravanas de peregrinos se dirigem a Jerusalém, talvez para a festa das Cabanas, que Israel celebrava todos os anos em memória do êxodo de Israel pelo deserto.

O anseio profundo do salmista está ligado à progressiva aproximação de Deus, que habita no Templo de Sião. Ao escalar o altiplano em direção a Jerusalém, o coração bate mais forte (cf. Sl 122, 1). Nem mesmo é preciso entrar: basta um único dia, ali na soleira do Templo (cf. v. 11), e o peregrino se sente recompensado da longa caminhada.

Naturalmente, a peregrinação exterior é apenas imagem de uma outra, toda interior, realizada por aqueles que “caminham na inocência” (v. 12) e, por isso, experimentam do Senhor a graça e a glória. Ser um fiel é ser um caminhante. Ele sabe que não tem por aqui morada permanente (2Cor 5, 1). A vida é mais estrada que chegada. Mesmo os primeiros cristãos logo identificaram sua experiência religiosa como um “caminho” (cf. At 19, 9.23), um roteiro de caminhada. E é o Espírito Santo que sopra em nós esse constante convite à viagem...

Os salmos de peregrinação, como o da Liturgia de hoje, servem de estímulo para os que decidiram “caminhar para Deus”, em especial quando os obstáculos crescem e os adversários se multiplicam. Aquilo que se experimenta ao fim do caminho justifica e compensa todo cansaço. A confiança em Yahweh (v. 13) é premiada com a bem-aventurança.

Texto: Antônio Carlos Santini - Comunidade Católica Nova Aliança
santini@novaalianca.com.br-novaalianca.com.br/
Foto: gabiparavoce.blogspot.com/
33catolico – Ricardo e Marta - Com. São Paulo Apóstolo

Santa Apolônia santa da Igreja Católica

Os seis anos de 243 a 249, durante os quais o rumo do Império Romano ficou sob a direção de Felipe o Árabe, foram considerados: um intervalo de trégua do regime do anti-cristianismo. No último ano, porém, houve um episódio que comprovou que a aversão aos cristãos, pelo menos na província africana, não havia desaparecido.

O ocorrido era narrado por Dionísio, o bispo da Alexandria no Egito, em uma carta que enviou ao bispo Fabio da diocese de Antioquia, em 249. Na carta ele escreveu que: "No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino, "maligno adivinho e falso profeta", que insuflava a população pagã, sempre pronta a se agitar, provocou uma terrível revolta. As casas dos cristãos foram invadidas. Os pagãos saquearam os vizinhos católicos ou aqueles que estivessem mais próximos, levando as jóias e objetos preciosos. Os móveis e as roupas foram levados para uma praça, onde ergueram uma grande fogueira. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. A cidade parecia que tinha sido tomada por uma multidão de demônios enfurecidos".

"Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente no rosto porque se recusava a repetir as blasfêmias contra a Igreja, por isto teve os dentes arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade. No meio da multidão enlouquecida, disseram que seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo."

O martírio da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a fé. Esta dúvida encontrou eco também no livro “A cidade de Deus" de Santo Agostinho, que também não apresentou uma posição definida.

Contudo, o gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos, e o seu culto se difundiu pelas dioceses no Oriente e no Ocidente.

Em várias cidades européias surgiram igrejas dedicadas a ela. Em Roma foi erguida uma igreja, hoje desaparecida, próxima de Santa Maria em Trasteve, Itália.

Sobre a sua vida não se teve outro registro, senão que seus devotos a elegeram, no decorrer dos tempos, como protetora contra as doenças da boca e das dores dos dentes. Mas restou seu exemplo de generosa e incondicional oferta a Cristo. A Igreja a canonizou e oficializou seu culto conforme a data citada na carta do bispo Dionísio. Seu martírio ocorreu a 9 de fevereiro em 248 ou 249.


ORAÇÃO:

Oh, bom Deus!
Rogamos que a intercessão
da gloriosa e mártir de Alexandria,
Santa Apolônia,
nos livre de todas as enfermidades
do rosto e da boca.
Lembrai-vos principalmente
das criaturas inocentes e indefesas.
Afastai, se possível,
a amargura das dores de dentes.
Iluminai, fortificai e protegei
os cirurgiões-dentistas, para que sempre
se dediquem ao próximo com o amor
que de vós emana e nos seja dado
usufruir de vosso reino...
Santa Apolônia,
intercedei por nós.
Amém.

Fonte: paulinas.org.br/ - mulhervirtual.com.br/
Foto: oremosjuntos.com
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1 João 4,14 Jesus um porto seguro

08/02/2010

Momento Ecumênico – A “Coluna Momento Ecumênico” foi criada para mostrar que temos muito mais coisas a nos unir que a nos separar, “a Igreja é Cristo”. Quando deixamos Deus ser “Deus em nossa vida”, descobrimos verdadeiramente a essência da felicidade.

1 João 4,11-21 - Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito. Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito. E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julgamento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo. No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor. Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão.

1 João 4:14 - E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.

Falando Para Todos

Conta-se a história de um capitão que, no rio Mississipi, ao passar por outro navio, pegou o primeiro passageiro que encontrou e disse: "Olhe, olhe, lá no outro barco, veja o capitão." Um pouco assustado e confuso, o passageiro perguntou: "Por que você quer que eu olhe para aquele capitão? O que há de especial com ele?" Então ele contou ao homem o ocorrido com ele certa noite, quando colidiu com outro barco. Seu navio era pequeno e logo afundou, e ele foi jogado ao mar. O capitão do outro barco viu seu desespero e manobrou chegando bem perto até que se jogou no mar para salvá-lo. Após contar a história, o capitão salvo voltou-se para o expectador e falou: "Desde aquele dia, eu sempre mostro a todos o homem que me salvou.

A bordo dos barcos de nossas vidas, temos passado pelos rios e mares desse mundo. Às vezes experimentamos navegar em águas tranqüilas, outras em mares agitados e assolados por grandes tempestades. As aflições que nestes momentos vivenciamos, podem levar-nos ao desespero e à sensação de que estamos prestes a afundar.

Mas precisamos estar convictos que há alguém ao nosso lado, que não teme os mares agitados e que pode dar ordens às tempestades para que se acalmem. Alguém que nos ama e não quer que afundemos no mar da desesperança e da incerteza.

Alguém que ao primeiro pedido de socorro está pronto a estender a mão e nos salvar.

Esse Alguém é Jesus, o Capitão que deseja dirigir o barco de nossas vidas para que sigamos o nosso caminho em segurança até o porto de nossa felicidade. Os que já O conhecem e aqueles que ainda irão encontrá-lo terão imenso prazer e alegria em mostrá-lo a todos que encontrarem.

Colaboração: minutodesabedoria.com.br/ - Reflexão: Paulo Barbosa, Pr.
Texto Bíblico: douranet.com.br/biblia/ - Foto: iasdluz.blogspot.com/
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Dom José Alberto Moura: AFASTAR-SE

Dom José Alberto Moura, traçou um paralelo entre o afastar-se de Jesus e o nosso, iniciou por esclarecer o verdadeiro sentido da missão, de que para levar a Boa Nova temos antes de nos desprendermos de todas as barreiras e preconceitos, de nos deixar conduzir pelas mãos de Jesus.

Para um bom trabalho evangelizador, que produza frutos em abundância, é preciso que o missionário se afaste dos falsos valores, que não se deixe corromper pelas facilidades e que acima de tudo pense no bem comum, lembrando que a real felicidade está em Cristo, está no servir com amor. Nossas limitações cessão quando deixamos Deus agir.

AFASTAR-SE

Jesus se afastou da multidão com Simão para ter maior liberdade e ensinar a todos (Cf. Lucas 5,3). De fato, seja pelo assédio dos que o seguiam, seja para manifestar sua identidade e seu poder messiânico, precisava caracterizar o valor de sua missão. Quem assume a missão de ensinar em seu nome deve também estar disposto a manifestar o ensino isento, conotado com a palavra que não é própria do ser humano e sim de Deus. Anunciar o Evangelho não é ensinar doutrina puramente humana, mesmo aparentemente mais atraente e sugestiva. Assumir a missão por mandado de Cristo exige do evangelizador isenção pessoal, desprendimento, ética e autoridade moral.

Ato contínuo ao afastar-se da multidão, Jesus mandou Pedro ir mais além com a barca e lançar as redes para a pesca. O apóstolo já se cansara de tentar apanhar peixes a noite toda com os companheiros sem resultado. Seu afastamento da multidão para a missão especial o incumbia de ser forte na fé. O resultado viria com a força da palavra de Jesus. A pesca se tornou abundante. Mas era apenas sinal da missão mais importante, a de pescar pessoas para a vida de pleno sentido e realização.

Afastar-se com o Mestre leva a pessoa a estar a sós com Ele e usufruir do seu segredo evangelizador. Todos estamos no mundo cheio de propostas. A mídia vem para dentro de nossos ambientes e de nossas pessoas com as apresentações de diversificados valores ou contra-valores. Muitos não são capazes de isentar-se do burburinho do mundano. Aí existem, com freqüência, aliciamentos, atrativos, misturas de verdades e inverdades, aparência de remédios contendo, embutidos, venenos de pequeneza moral. Apresentam-se prazeres e delícias fugazes que nem sempre coincidem com felicidade real e duradoura.

Quem deseja conquistar um ideal de vida de sentido precisa usar todo o seu potencial para colaborar com a implantação de uma convivência proveitosa em benefício de todos. O mergulho no cotidiano sem isenção não deixa a pessoa refletir o suficiente para perceber a missão divina no humano e anunciar, com o testemunho de vida, o serviço prestado e o ensino do bem. A vida vale com a marca dos pés caminhando na direção da honradez, da execução do projeto de Deus para cada um e na conquista da realização de si com a ajuda da cidadania para todos.

Paulo lembra a força do Evangelho que liberta e salva à pessoa que o assume (Cf. 1Coríntios 15,1-11). Aceitá-lo faz o ser humano ter a força de Deus para também anunciá-lo e contribuir com o bem da sociedade. Ao contrário do que os antigos judeus pensavam, ver a Deus na contemplação é ter vida, ser purificado do mal e ser enviado com a missão dada a cada um (Cf. Isaías 6,1-8). Feliz de quem se afasta do próprio projeto egoísta para analisar e realizar o projeto de Deus na sua vida!

Quanto mais formos capazes de avaliar nossos limites mais a força de Deus no-los faz superar. Ele nos dá a missão de anunciar o seu Reino. Assim nos convencemos mais de que vale a pena lançar as redes da vocação para a realização de um projeto de vida superior aos pensados somente contando com nossas forças.

Texto: Dom José Alberto Moura

Dom José Alberto Moura, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG nasceu em Ituiutaba em 23 de outubro de 1943 e estudou Pedagogia e Psicanálise Clínica na PUC de Campinas, em São Paulo. Foi ordenado sacerdote em 9 de janeiro de 1971; em 1988 terminou seus estudos de Teologia na Universidade Angelicum de Roma e trabalhou como professor de Psicologia na PUC de Campinas.


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CNBB: “Ficha Limpa” empurrada com a barriga

A Campanha “Ficha Limpa”, projeto que não permite que pessoas processadas pela Justiça venham a participar de eleições como candidato, está sendo empurrada com a barriga.

Por decisão dos líderes do Congresso Nacional fica para março a votação do projeto. Primeiro será criada uma comissão para consolidar todos os projetos sobre o tema em um só texto, a proposta foi do Deputado Michel Temer (PMDB/SP) que tinha prometido a votação ainda esse mês.

A Campanha Ficha Limpa que chegou ao Congresso Nacional em setembro de 2009 com mais de 1,5 milhão de assinaturas encontra-se parada, e para que vigore para as eleições deste ano é preciso que seja votada até maio.

Devido os últimos acontecimentos o MCCE - Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral rede integrada por 43 organizações responsáveis pela Campanha Ficha Limpa divulgou nota com as seguintes considerações:

1.   As mais de 1,5 milhões de assinaturas que apóiam o projeto de lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos (PLP 518/2009) são apenas uma mostra da forte base social da Campanha Ficha Limpa;
2.   A sociedade brasileira espera que não ocorram novos adiamentos na discussão e aprovação dessa matéria que está em primeiro lugar na pauta de interesses de todos os cidadãos e cidadãs;
3.   O MCCE dispõe-se a participar de qualquer diálogo congressual que tenha por finalidade aprimorar o texto do projeto de lei, não aceitando que eventuais alterações redacionais venham a desfigurar os princípios que nortearam a iniciativa.

Brasília, 05 de fevereiro de 2010.
Dom Dimas Lara Barbosa
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Marcos Túlio de Melo
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea)

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Liturgia Diária 08/02/2010 Igreja Católica

Com a Liturgia Diária, a Igreja Católica abre o nosso coração para Deus. O contato diário com a Liturgia nos aproxima do Criador, nos deixa mais abertos ao seu projeto, melhora a nossa convivência com os irmãos e com nós mesmos, pois o conhecimento da Palavra nos torna melhores cristãos.

Oração do Dia: Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Meditando: Salmo 94,6 - Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus.

Oração para o mês de Fevereiro: Senhor, que a Igreja, consciente da própria identidade missionária, se empenhe em seguir Cristo fielmente, proclamando o Evangelho a todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Santo do Dia: São Jerônimo Emiliano: "Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniqüidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres".

Segunda 08 de Fevereiro de 2010
5ª Semana do Saltério – 5ª Semana do Tempo Comum
Ano Litúrgico “C” – Cor Litúrgica: Verde
Prefácio Comum – Ofício do Dia

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

Primeira Leitura: 1º Livro dos Reis 8,1-7.9-13
Naqueles dias, Salomão convocou para junto de si, em Jerusalém, todos os anciãos de Israel, todos os chefes das tribos e príncipes das famílias dos filhos de Israel, a fim de transferir da cidade de Sião, que é Jerusalém, a arca da aliança do Senhor. Todo o Israel reuniu-se em torno de Salomão, no mês de Etanim, ou seja, no sétimo mês, durante a festa. Vieram todos os anciãos de Israel, e os sacerdotes tomaram a arca e carregaram-na junto com a tenda da reunião, como também todos os objetos sagrados que nela estavam; quem os carregava eram os sacerdotes e os levitas.

O rei Salomão e toda a Comunidade de Israel, reunida em torno dele, imolavam diante da arca ovelhas e bois em tal quantidade, que não se podia contar nem calcular. E os sacerdotes conduziram a arca da aliança do Senhor ao seu lugar, no santuário do templo, ao Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins (Anjo do segundo coro da primeira hierarquia), pois os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da arca, cobrindo a arca e seus varais por cima. Dentro da arca só havia as duas tábuas de pedra, que Moisés ali tinha deposto no monte Horeb, quando o Senhor concluiu a aliança com os filhos de Israel, logo que saíram da terra do Egito.

Ora, quando os sacerdotes deixaram o santuário, uma nuvem encheu o templo do Senhor, de modo que os sacerdotes não puderam continuar as funções porque a glória do Senhor tinha enchido o templo do Senhor. Então Salomão disse: “O Senhor disse que habitaria numa nuvem, e eu edifiquei uma casa para tua morada, um templo onde vivas para sempre”.
- Palavra do Senhor.

Salmo: 131 (132)
Subi Senhor, para o lugar de vosso pouso!

Nós soubemos que a arca estava em Éfrata e nos campos de Iaar a encontramos: Entremos no lugar em que ele habita, ante o escabelo (banco para descanso dos pés) de seus pés o adoremos!

Subi Senhor, para o lugar de vosso pouso, subi vós, com vossa arca poderosa! Que se vistam de alegria os vossos santos, e os vossos sacerdotes, de justiça! Por causa de Davi, o vosso servo, não afasteis do vosso Ungido a vossa face!

Evangelho: Marcos 6,53-56

Naquele tempo, tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.
- Palavra da Salvação!

Comentando a Liturgia
No episódio da Anunciação, Gabriel, o mensageiro de Deus, disse a Maria uma frase que era, na prática, o cumprimento - na pessoa de seu Filho - de antiga promessa feita pelo Senhor: “O Senhor lhe dará o trono de seu pai Davi” (Lc 1, 32). Eis a fidelidade de Deus transpondo séculos, gerações, distâncias geográficas, para realizar a Aliança tantas vezes renovada com os homens do passado.

O Salmo 132, da Liturgia de hoje, é um hino de procissão, cantado (e dançado?) no aniversário da entrada festiva da Arca da Aliança em Jerusalém, no reinado de Davi. A Arca tinha um conteúdo sagrado: as tábuas da Lei, onde Moisés recolhera os dez mandamentos de Deus; a vara de Aarão que havia florido, como prova da vocação sacerdotal da tribo de Levi (cf. Nm 17); e uma amostra incorruptível do maná (cf. Hb 9, 4).

De qualquer modo, essa Arca era um “testemunho” visível, uma “prova” material de que Deus efetivamente assinara um pacto, uma aliança com Israel, seu povo. Passando de toda a humanidade (Noé) a um só povo (Abraão) e, enfim, afunilando e especializando-se, a uma só tribo (Davi), Deus se aliara ao homem. Como pano de fundo, a promessa do Gênesis (3, 15) de que um “descendente” da mulher pisaria a cabeça da serpente. Tudo o que veio depois, da parte do Senhor, seria apenas a confirmação de seu desígnio eterno.

Como em outros salmos, é a fidelidade de Deus que é celebrada: “O Senhor jurou a Davi / e não retirará sua palavra: / é o fruto de tuas entranhas / que vou colocar no teu trono!” (V. 11.) Assim, quando o povo recebeu Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, a clamar “hosanas ao Filho de Davi”, tais aclamações possuíam ressonâncias messiânicas. Era o mesmo que reconhecer no Rabi da Galileia o Messias prometido.

Contudo, a fidelidade de Deus pede correspondência: também Israel – hoje, a Igreja – deve responder com a própria fidelidade: “Se fiéis forem teus filhos / às minhas leis e aliança / os filhos seus igualmente / no meu trono hão de sentar-se” (v. 12).

Em sua vida pública, Jesus manifestava que Deus continuava do lado de seu povo, quando “todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos” (Mc 6, 56b). Hoje, os mesmos sinais de que Deus é fiel poderão ser percebidos quando os homens e mulheres da Igreja derem continuidade à missão de misericórdia que Jesus inaugurou, mas não deu por encerrada, delegando a seus apóstolos e discípulos o múnus de levar a Boa Nova até os confins do mundo.

Texto: Antônio Carlos Santini - Comunidade Católica Nova Aliança
santini@novaalianca.com.br-novaalianca.com.br/
33catolico – Ricardo e Marta - Com. São Paulo Apóstolo

São Jerônimo Emiliano santo da igreja católica

São Jerônimo filho de nobres nasceu no ano de 1486 na cidade de Veneza na Itália e faleceu em 8 de fevereiro de 1537 em Somasca/Itália. Era militar e sua conversão ocorreu no ano de 1511 quando ficou aprisionado em Castelnuovo. Fundou a Ordem dos Religiosos de Somasca. Foi canonizado em 1767 e declarado padroeiro dos órfãos e crianças abandonadas pelo papa Pio XI em 1928. Sua festa litúrgica é celebrada em 8 de fevereiro.

A juventude de São Jerônimo foi bastante tumultuada, com comportamentos mundanos e desregrados. Ingressou no serviço militar aos 15 anos de idade e durante muito tempo foi mantido como prisioneiro pelo exército imperial de Treviso. Neste período, ele foi envolvido numa forte experiência de conversão. Atormentado pela memória de seus pecados reconheceu em Cristo Crucificado o amor misericordioso do Pai.

Quando saiu em liberdade, se desfez de toda a fortuna e se consagrou a uma missão muito especial, baseada na revelação da paternidade divina: compartilhar e viver em comunidade com os órfãos, os pobres e os doentes. Assim, em 1531 fundou um instituto de religiosos na cidade de Somasca, Itália. Logo foram chamados de "padres Somascos". Jerônimo Emiliani permaneceu leigo e dedicou sua existência a Deus e à caridade. Seus trabalhos solidários se estendiam aos doentes e miseráveis como também as crianças órfãs e às prostitutas.

A motivação da sua vida espiritual foi o desejo de devolver a Igreja ao estado de santidade das primeiras comunidades cristãs. Este mesmo ideal determinou o modo de organizar a vida das casas que acolhiam os órfãos. O grupo religioso se destacou por proporcionar educação gratuita aos menores abandonados e órfãos. Dos muitos colaboradores que se aproximaram dele, alguns tomaram a decisão de seguir o seu estilo de vida. Assim nascia a Companhia dos Servos dos Pobres.

Prestes a morrer, Jerônimo Emiliani transmitiu a seus discípulos um testamento que sintetizava sua experiência espiritual e representava, ao mesmo tempo, um itinerário de vida cristã: "Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniqüidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres".

Jerônimo Emiliani faleceu na cidade de Somasca, Itália, no dia 8 de fevereiro de 1537, vitimado pela peste que contraiu servindo aos doentes durante uma epidemia que se alastrou na cidade. Apesar disso cuidou dos enfermos até os últimos momentos de sua vida.

ORAÇÃO:

Graças e Louvores
sejam dados ao Deus de todas as consolações
pelas inumeráveis graças concedidas
a São Jerônimo Emiliano,
fazendo-o fundador da Sociedade Clérigos Regulares,
ajudando muitos desvalidos e doentes,
entre outros necessitados.
Dai-nos, Senhor,
amor por Vós e por todas as coisas santas.
Por Cristo, Senhor Nosso, Amém.

Fonte: paulinas.org.br/ - cleofas.com.br/ - asj.org.br/
Foto: cleofas.com.br/
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Surdez na terceira idade

07/02/2010

Um idoso telefona ao médico para marcar uma consulta para a sua mulher.

A atendente lhe pergunta:
·         Qual o problema de sua esposa?
·         Surdez. Não ouve quase nada.
·         Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, fará um teste, para facilitar o diagnostico do médico. Sem que ela esteja olhando, o senhor, a certa distância, falará em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo. Então,quando vier,dirá ao médico a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Certo?
·         Está certo.

À noite, quando a mulher estava preparando o jantar, o idoso decidiu fazer o teste. Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: "Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora!":

·         Maria, o que temos para jantar?
·         Nada. Silêncio. Aproxima-se a 5 metros:
·         Maria, o que temos para jantar?
·         Nada. Silêncio. Fica a uma distância de 3 metros:
·         Maria, o que temos para jantar?
·         Silêncio. Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
·         Maria! O que temos para jantar?
·         Frango, meu velho! É a quarta vez que eu respondo!


Na vida sempre pensamos que as deficiências são dos outros e não nossas. Pense bem!

Colaboração: Ana Cristina – Pastoral Familiar de São Gerardo
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Liturgia Diária 07/02/2010 Igreja Católica

Com a Liturgia Diária, a Igreja Católica abre o nosso coração para Deus. O contato diário com a Liturgia nos aproxima do Criador, nos deixa mais abertos ao seu projeto, melhora a nossa convivência com os irmãos e com nós mesmos, pois o conhecimento da Palavra nos torna melhores cristãos.

V DOMINGO DO TEMPO COMUM 
(verde, glória ,creio, I semana do saltério)

Antífona - Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94,6).

Oração do dia - Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Is 6,1-8
Livro do Profeta Isaías: No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. Havia serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas. Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”.  Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”. Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, e tocou a minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. Ouvi a voz do Senhor, que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.
- Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Sl 138
- Vou cantar-vos ante os anjos, ó Senhor,/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

- Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,/ porque ouvistes as palavras dos meus lábios!/ Perante os vossos anjos vou cantar-vos/ e ante o vosso templo vou prostrar-me.

-  Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,/ porque fizestes muito mais que prometestes;/ naquele dia em que gritei, vós me escutastes/ e aumentastes o vigor da minha alma.

-  Os reis de toda a terra hão de louvar-vos,/ quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa./ Hão de cantar vossos caminhos e dirão:/ “Como a glória do Senhor é grandiosa!”

-  Estendereis o vosso braço em meu auxílio/ e havereis de me salvar com vossa destra./ Contemplai em mim a obra começada;/ ó Senhor, vossa bondade é para sempre!/ Eu vos peço: não deixeis inacabada/ esta obra que fizeram vossas mãos!

2ª Leitura: 1Cor 15,1-11
Primeira Carta de São Paulo Apóstolo aos Coríntios: Irmãos: O que vos transmiti, em primeiro lugar, foi aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que, ao terceiro dia, ressuscitou, segundo as Escrituras; e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze. Mais tarde, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez. Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram. Depois, apareceu a Tiago e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos. Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo. É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado e é isso o que crestes.
- Palavra do Senhor.

Evangelho de Lucas: 5,1-11
Naquele tempo, Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
- Palavra da salvação.

Liturgia comentada

Seria imperdoável não notar atentamente a profunda ligação entre a Leitura de hoje (a vocação de Isaías – Is 6, 1-2a.3-8) e este salmo de resposta. O cenário é o mesmo: “ante o teu santo Templo”. Foi ali, no espaço sagrado do Templo de Yahweh, que os lábios do futuro profeta foram cauterizados (e purificados da impureza do pecado) por uma brasa trazida por um Serafim. Uma vez purificados, seus lábios poderão dizer ao povo as palavras do Senhor.

Também o salmista está no Templo, onde se prosterna diante de Deus e dá graças de todo o coração, pois “atendeste às palavras do meu lábio” (v. 1 - tradução de Dom Marcos Barbosa). Os lábios são exatamente o limiar entre o lado de dentro (a cavidade bucal) e o lado de fora (o ar onde ressoam as palavras). Os dois ambientes se comunicam graças ao ar [pneuma / ruah / spiritus] que circula entre os homens (exteriormente) e no coração do homem (interiormente).

No cenário de Isaías, os serafins celestiais adoram e cantam a santidade divina. No Salmo, são os reis da terra (cf. v. 4) que erguerão seus louvores ao Altíssimo. No caso do profeta, tão logo assume sua vocação, passa a ser assistido pelo Espírito da profecia. Por sua vez, o salmista está convicto de que “o Senhor completará o que em meu auxílio começou” (v. 8). Não seria próprio de um Deus fiel “jogar no fogo” o profeta e, a seguir, deixá-lo por conta própria.

Entregue a si mesmo, o homem labuta em vão: “Mestre, trabalhamos toda a noite e nada conseguimos!” (Evangelho de hoje: Lc 5, 1-11.) O milagre – como nesta pesca no Lago de Genesaré – ocorre quando Deus se alia ao homem e inspira sua ação. Foi esta a garantia que Jesus apresentou a seus seguidores, em sua despedida: “Estarei convosco todos os dias, até o fim dos tempos!” (Mt 28, 20.)

Se Deus acompanha e coopera, o homem se sente revigorado (v. 3), vence as provações e faz a experiência vital de estar nas mãos de Deus (v. 7). Mesmo mergulhado no tempo, cercado de coisas que passam, ele próprio um passageiro de uma vida breve, o homem faz contato com o “para sempre” de Deus. É em relação a Deus, apenas, que nós podemos realizar o impossível projeto do matrimônio: amar “para sempre”. “Senhor Yahweh, o teu amor é para sempre!” (V. 8 – BJ.)

Mais uma vez, a lição dos salmos nos impele à dependência total em relação a Deus. Ele se aproxima de quem o solicita, mas deixa por conta própria quem julga dispensar a graça divina: “És excelso, Senhor, mas vês o pobre, / e só de longe fitas o soberbo” (trad. de D. Marcos Barbosa).
Mesmo nas crises e dificuldades, encontraremos paz nesta convicção: Deus não deixará pela metade a obra que já iniciou em nós.

Orai sem cessar: “Senhor, teu amor é para sempre!”
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

São Ricardo, Santo da Igreja Católica

São Ricardo de Wessex, pai de São Vilibaldo, São Vunibaldo e de Santa Valburga, nasceu na Inglaterra no século 7 e faleceu no ano de 722 na cidade de Luca. Foi sepultado na igreja de são Frediano.

No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas, estas, a seu exemplo, fundaram mosteiros dedicando-se aos pobres e a Cristo. Também o caçula Winfrido, ou Bonifácio, deixou a vida da corte para ser monge beneditino, hoje venerado como o grande "Apóstolo da Alemanha".

O primogênito Egberto I assumiu o trono em 664, mas onze anos depois morreu, deixando o sucessor ainda muito pequeno. Foi assim que, o filho do meio, Hlother ou Ricardo I, se tornou rei da Inglaterra e guardião da coroa do sobrinho. Em 685, empossou o jovem rei Eadric I, que era o legítimo herdeiro da casa real dos Kents.

Ricardo deixou o palácio com os filhos Vilibaldo, Vunibaldo e Valburga, indo morar no mosteiro de Waltham, onde viveram sob as regras dos beneditinos. A partir daí os dados de suas vidas são descritos pelos registros da Santa Sé.

No ano de 720, conforme uma narração de um monge alemão, Ricardo e os dois filhos, então já monges, saíram da Inglaterra meridional, para empreenderem uma peregrinação de penitencia e devoção. A filha Valburga ficou no mosteiro, onde seguia a vida de religiosa. A meta, como sempre, era Roma, onde pretendiam venerar as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. De lá queriam ir até a Terra Santa.

Atravessaram toda a França, mas quando chegaram à cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo. Foi sepultado na igreja de são Frediano em 722. Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de "rei, santo". Só Vilibaldo pôde completar o programa, porque Vunibaldo ficou estudando em Roma até 739. Depois os dois foram recrutados pelo tio Bonifácio, que acabara de ser elevado à condição de bispo, para a missão evangelizadora dos povos germânicos. Por fim, a eles se juntou a irmã Valburga, também a pedido do tio.

Sobre Ricardo, lemos no Martirológio Romano: "Em Luca, na Toscana, a deposição de são Ricardo, rei da Inglaterra e pai de são Vilibaldo, bispo de Eichstat , de são Vunibaldo abade de Heidenheim e da santa Valburga, abadessa virgem." Seu culto se propagou graças as colaborações eficazes na obra de evangelização dos seus filhos e do irmão.

Em Luca, uma das mais belas cidades medievais de Florença, ele costuma ser festejado com grande veneração pela legião de devotos que procuraram por sua intercessão e foram atendidos por este "santo, rei dos ingleses".

Parte de suas relíquias foram transladadas para Eichstätt, Alemanha, onde muitas pessoas foram curadas por sua intercessão. Devido a esses milagres, ele às vezes é chamado de São Ricardo da Suábia.


São Ricardo

ORAÇÃO:

São Ricardo, vós que soubestes
com tanto a amor e responsabilidade
encaminhar vossos filhos pela senda da virtude
da santidade com vossas palavras,
ensinamentos e exemplos de vida,
intercedei junto a Deus
para que as crianças e jovens de hoje
possam obter, por vossa graça,
pais com esse mesmo amor
pelas almas de seus filhos,
pois a única e maior herança que podemos dar a eles
é o caminho que os conduza aos Céus.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Fonte: paulinas.org.br/ - ecclesia.com.br/ - asj.org.br/
Foto: ecclesia.com.br/
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Solidão: Quem tem Jesus nunca está só

SOLIDÃO

Solidão é não ter Jesus
Solidão é falta de amor
Falta de amigos a quem recorrer.

Solidão é tristeza que queremos ter
Quando somos ignorados
Solidão é quando pensamos
Que nada valemos.

Solidão é saber que nada temos
Porque o pouco que já tivemos
O demos com abundância.


Jesus e eu 01


Solidão
É querer dar do pouco que resta
Com respeito, carinho e amor
Mesmo quando nosso pouco não presta.

Uma palavra esperamos
Mostrando até se erramos
Pois o desprezo é dor.

Para quê trabalhar se é solidão
Mais vale parar e pensar
E perguntar
Os outros onde estão?

Autor e Colaborador: António da Costa
Luzeiro de Santa Maria
Blog Pensando Dizendo/Portugal
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Liturgia Diária 06/02/2010 Igreja Católica

06/02/2010

Com a Liturgia Diária, a Igreja Católica abre o nosso coração para Deus. O contato diário com a Liturgia nos aproxima do Criador, nos deixa mais abertos ao seu projeto, melhora a nossa convivência com os irmãos e com nós mesmos, pois o conhecimento da Palavra nos torna melhores cristãos.

Oração do Dia: Ó Deus, força dos santos, que em Nagasaki chamastes à verdadeira vida São Paulo Miki e seus companheiros pelo martírio da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte na fé que professamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Meditando: Alegram-se nos céus os santos que na terra seguiram a Cristo. Por seu amor derramaram o próprio sangue; exultarão com ele eternamente.

Oração para o mês de Fevereiro: Senhor, que a Igreja, consciente da própria identidade missionária, se empenhe em seguir Cristo fielmente, proclamando o Evangelho a todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Santo do Dia: São Paulo Miki

Sábado 06 de Fevereiro de 2010
4ª Semana do Saltério – 4ª Semana do Tempo Comum
Ano Litúrgico “C” – Cor Litúrgica: Vermelha
Prefácio Comum – Ofício da Memória

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

Leitura: I Reis (1Rs 3, 4-13)
Naqueles dias, rei Salomão foi a Gabaon para oferecer um sacrifício, porque esse era o lugar alto mais importante. Salomão ofereceu mil holocaustos naquele altar. Em Ga­baon o Senhor apareceu a Salomão, em sonho, durante a noite, e lhe disse: "Pede o que desejas e eu to darei". Salomão respondeu: "Tu mostraste grande benevolência para com teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade, justiça e retidão de coração para contigo. Tu lhe conservaste esta grande benevolência, e lhe deste um filho que hoje ocupa o seu trono. Portanto, Senhor meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, que não sabe ainda como governar.

Além disso, teu servo está no meio do teu povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá, pois, ao teu servo, um coração compreensivo, capaz de governar o teu povo e de discernir entre o bem e o mal. Do contrário, quem poderá governar este teu povo tão numeroso?" Esta oração de Salomão agradou ao Senhor. E Deus disse a Salomão: "Já que pediste estes dons e não pediste para ti longos anos de vida, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos, mas sim sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu pedido; dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de ti. Mas dou-te também o que não pediste, tanta riqueza e tanta glória como jamais haverá entre os reis, durante toda a tua vida".
- Palavra do Senhor!

Comentando a I Leitura
Dá ao teu servo, um coração compreensivo

Salomão, sentindo-se jovem e inexperiente, pede a sabedoria na oração. "Convém recordar aqui a palavra de Cristo sobre a atitude de criança, que deve ser a do cristão. A criança pede, a criança não tem consciência de poder coisa alguma por si mesma. Diante de Deus, diante de nossa vida considerada em seu íntimo, com todas as tentações e fraquezas que a ameaçam, presa do orgulho e do egoísmo cujos germes ~tão em nós mesmos, como não sentiremos necessidade de rezar? Este é um problema de verdade... Não podemos confiar em nós mesmos. Embora precisemos de certa confiança em nós, esta deve ser bem humilde. Porque aqui não se trata de uma atitude de fraqueza ou falta de coragem. Não, pelo contrário, a humildade é uma força imensa, porque só ela nos permite agir sem duvidar de nós mesmos, sem ter medo de nos enganar diante dos outros, sem ter medo de ser humilhados pelo insucesso. Quantas vezes não fomos impedidos de agir por orgulho, por medo de parecer ridículos! A humildade verdadeira jamais enfraqueceu alguém; antes torna as pessoas muito mais fortes. É isto que entra em jogo no nosso relacionamento com Deus quando rezamos.” [MISSAL COTIDIANO, ©Paulus, 1997]

Salmo: 118(119), 9.10.11.12.13.14 (R/.12b)
Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!

Como um jovem poderá ter vida pura? Observando, ó Senhor, vossa palavra.

De todo o coração eu vos procuro, não deixeis que eu abandone a vossa lei!

Conservei no coração vossas palavras, a fim de que eu não peque contra vós.

Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me!

Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero os decretos que ditou a vossa boca.

Seguindo vossa lei me rejubilo muito mais do que em todas as riquezas.

Evangelho do Dia: Marcos (Mc 6, 30-34)
Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: "Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco". Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.
- Palavra da Salvação!

Comentário o Evangelho
Ovelhas sem pastor

As multidões não davam sossego a Jesus e aos discípulos. Era-lhes difícil encontrar tempo e lugar para estarem a sós com o Mestre, e descansar das fadigas da missão. As vezes, nem tinham tempo para comer, tal era o afluxo de gente. Quando sabiam que Jesus estava se dirigindo para algum lugar, corriam para lá, chegando antes dele. Era como se fossem ovelhas em busca de um pastor.

A situação de abandono do povo sensibilizava profundamente Jesus. Daí o extremo interesse com que as pessoas ouviam Jesus falar, e a ânsia de serem beneficiadas por ele. E sempre encontravam acolhida por parte do Mestre.

A atitude de Jesus estava em estreita relação com o serviço ao Reino, para o qual fora enviado. Esse Reino comportava a Boa Nova de libertação para os pobres, e deveria devolver aos seus corações a esperança há muito perdida pelo descaso com que eram tratados. A Jesus competia, por assim dizer, re-humanizá-los, tirando-os da marginalização a que foram relegados, e abrir-lhes uma perspectiva de vida para além de suas dores e sofrimentos.

O Mestre apresentou-se como líder deste grande movimento de recuperação da dignidade humana, dando atenção ao povo sofrido e propondo-lhe o Reino como ideal. [O EVANGELHO DO DIA. Jaldemir Vitório. ©Paulina, 1998]

Fonte: mundocatolico.com.br/
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

São Paulo Miki-Santos-Igreja católica

São Paulo Miki nasceu em Tsunokuni no Japão no ano de 1564 e faleceu em Nagasaki em 5 de fevereiro de 1597, era de uma família Samurai na Província de Harima.

Foi através do trabalho evangelizador de São Francisco Xavier, que o Japão tomou conhecimento do cristianismo, entre 1549 e 1551. A semente frutificou e, apenas algumas décadas depois, já havia pelo menos trezentos mil cristãos no Império do sol nascente. Mas se a catequese obteve êxito não foi somente pelo árduo, sério e respeitoso trabalho dos jesuítas em solo japonês. Foi também graças à coragem dos catequistas locais, como Paulo Miki e seus jovens companheiros.

Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus e assim o fez, tornando-se um eloqüente pregador. Ele porém, não pôde ser ordenado sacerdote no tempo correto porque não havia um bispo na região de Fusai. Mas isso não impediu que Paulo Miki continuasse sua pregação. Posteriormente tornou-se o primeiro sacerdote jesuíta em sua pátria, conquistando inúmeras conversões com humildade e paciência.

Paciência, essa que não era virtude do imperador Toyotomi Hideyoshi. Ele era simpatizante do catolicismo, mas, de uma hora para outra, se tornou seu feroz opositor. Por causa da conquista da Coréia, o Japão rompeu com a Espanha em particular e com o Ocidente em geral, motivando uma perseguição contra todos os cristãos. Inclusive alguns missionários franciscanos espanhóis, que tinham chegado ao Japão através das Filipinas e sido bem recebidos pelo Imperador.

Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos terciários.

Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações e torturas públicas. Levados em cortejo de Meaco a Nagasaki foram alvo de violência e zombaria pelas ruas e estradas, enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder. Tomás Cozaki tinha, por exemplo, catorze anos; Antônio, treze anos e Luis Ibaraki tinha só onze anos de idade.

A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em 5 de fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires. Uma cruz de pedra e 26 arvores foram plantadas para lembrar o martírio. São Paulo Miki e seus companheiros foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. Antes de morrer São Palo disse: “Ninguém pode duvidar de minha sinceridade e fé, e principalmente que o único caminho para salvação é Cristo”.

Os crentes se dispersaram para escapar dos massacres e um bom número deles se estabeleceu ao longo do rio Urakami, nas proximidades de Nagasaki. Lá eles continuaram a viver sua fé, apesar da ausência de padres. A partir do momento em que o Japão se abriu novamente aos europeus, os missionários voltaram e as igrejas voltaram a ser construídas, inclusive em Nagasaki, a poucos quilômetros da comunidade cristã clandestina. Ela havia perdido todo contato com a Igreja Católica, mas guardava preciosamente três critérios de reconhecimento recebidos dos ancestrais: "Quando a Igreja voltar ao Japão, vocês a reconhecerão por três sinais: os padres não são casados, haverá uma imagem de Maria e esta Igreja obedecerá ao papa-sama, isto é, ao Bispo de Roma". E foi assim que aconteceu dois séculos e meio depois, quando os cristãos do Império do sol nascente puderam se reencontrar com sua Santa Mãe, a Igreja.

Fonte: paulinas.org.br/ - pt.wikipedia.org/
Foto: paroquiameninojesus.org.br/
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Liturgia Diária 05/02/2010 Igreja Católica

05/02/2010

Com a Liturgia Diária, a Igreja Católica abre o nosso coração para Deus. O contato diário com a Liturgia nos aproxima do Criador, nos deixa mais abertos ao seu projeto, melhora a nossa convivência com os irmãos e com nós mesmos, pois o conhecimento da Palavra nos torna melhores cristãos.

Oração do Dia: Ó Deus, que santa Águeda, virgem e mártir, agradável ao vosso coração pelo mérito da caridade e pela força no martírio, implore vosso perdão em nosso favor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Meditando: Esta é uma virgem sábia, do número dos prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

Oração para o mês de Fevereiro: Senhor, que a Igreja, consciente da própria identidade missionária, se empenhe em seguir Cristo fielmente, proclamando o Evangelho a todos os povos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.


Sexta 05 de Fevereiro de 2010
4ª Semana do Saltério – 4ª Semana do Tempo Comum
Ano Litúrgico “C” – Cor Litúrgica: Vermelho
Prefácio Comum – Ofício da Memória

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

Primeira Leitura: Livro do Eclesiástico 47,2-13
Como a gordura, que se separa do sacrifício pacífico, assim também sobressai Davi, entre os israelitas. Brincou com leões como se fossem cabritos e com ursos, como se fossem cordeiros. Não foi ele que, ainda jovem, matou o gigante e retirou do seu povo a desonra? Ao levantar a mão com a pedra na funda, ele abateu o orgulho de Golias. Pois invocou o Senhor, o Altíssimo, e este deu força a seu braço direito e ele acabou com um poderoso guerreiro e reergueu o poder do seu povo. Assim foi que o glorificaram por dez mil e o louvaram pelas bênçãos do Senhor, oferecendo-lhe uma coroa de glória. Pois esmagou os inimigos por toda a parte, e aniquilou os filisteus, seus adversários, abatendo até hoje o seu poder. Em todas as suas obras dava graças ao Santo Altíssimo, com palavras de louvor: de todo o coração louvava o Senhor, mostrando que amava a Deus, seu criador. Diante do altar colocou cantores, que deviam acompanhar suavemente as melodias. Deu grande esplendor às festas e ordenou com perfeição as solenidades até o fim do ano: fez com que louvassem o santo Nome do Senhor, enchendo o santuário de harmonia desde a aurora. O Senhor lhe perdoou os seus pecados, e exaltou para sempre o seu poder; concedeu-lhe a aliança real e um trono glorioso em Israel.
- Palavra do Senhor.

Salmo: 17 (18)
Louvado seja Deus, meu Salvador!

São perfeitos os caminhos do Senhor, sua palavra é provada pelo fogo; nosso Deus é um escudo poderoso para aqueles que a ele se confiam.

Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! Por isso, entre as nações, vos louvarei, cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome.

Concedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido, a Davi e à sua casa para sempre.

Evangelho: Marcos 6,14-29
Naquele tempo, o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado.

João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.

Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
- Palavra da Salvação!

Comentando a Liturgia
Os hinos cristãos e os salmos comoviam profundamente Santo Agostinho, em seus primeiros contatos com a comunidade cristã: “Quantas exclamações eu erguia a vós, meu Deus, lendo os salmos de Davi, esses cânticos de fé, esses hinos de piedade que exilam o espírito de orgulho!” (Confissões, IX, IV.) Ora, um dos remédios eficazes para o orgulho humano é exatamente o reconhecimento da grandeza de Deus. Diante do Altíssimo e de seu poder, logo reconhecemos nossa baixeza.

Depois de um grande perigo, quando a própria vida parecia esvair-se, esgotados os recursos humanos, a salvação experimentada leva o espírito humano a reconhecer o Poder que está acima de todos os poderes. E não se trata de mera admiração, mas de um movimento da alma que se lança toda na direção de seu Salvador. Isto merece o nome de amor. Daí, a exclamação que abre o Salmo 18 [17]: “Eu te amo, Senhor!”

Seguem-se várias imagens que se referem a atributos do Deus que salva: rochedo, cidadela, abrigo, escudo, fortaleza. A rocha é um símbolo freqüente na Sagrada Escritura. Aplicada a Deus, a palavra “rochedo” fala de sua estabilidade, firmeza e confiabilidade. Ligada ao verbo “crer” [aman, em hebraico], a palavra amen, hoje empobrecida e reduzida à simples aceitação do irremediável – “amém... que se há de fazer...” – designa o rochedo inamovível diante das tempestades, a rocha firma à qual podemos aderir como os mariscos, sem medo de afundar.

Lido após o texto de Eclo 47, 2-13, que registra simultaneamente as vitórias de Davi e seu amor pela música litúrgica, sua dedicação em abrilhantar as solenidades, este Salmo mostra que o Rei-poeta tinha no Senhor o seu apoio. Entregue a si mesmo, o homem e seus projetos se desfazem como areia. Ao contrário, apoiada no Amém divino (cf. Ap 3, 14), a casa construída permanece firme e sólida (cf. Lc 6, 48).

As mesmas palavras deste Salmo aparecem, quase literalmente, em 2Sm 22, 2-51, logo após esta apresentação: “Davi dirigiu ao Senhor as palavras do cântico que segue, no dia em que o Senhor o livrou da mão de todos os seus inimigos e da mão de Saul”. Claramente, trata-se de um hino de libertação, um cântico de reconhecimento da ação de Deus na vida do Rei e de seu povo. Os adversários derrotados se escondem sob vários símbolos: ondas da morte / torrentes do mal / laços dos abismos / liames da morte. Bastou um grito de angústia (cf. v. 7) para que o Senhor entrasse em ação, trazendo-lhe a vitória. A experiência de Davi nos deve animar nos passos difíceis de nossa caminhada.

Texto: Antônio Carlos Santini - Comunidade Católica Nova Aliança
santini@novaalianca.com.br-novaalianca.com.br/
 Foto: imagensbiblicas.wordpress.com
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Santa Águeda ou Ágata-Santos-Igreja Católica

Santa Águeda ou Ágata como também era chamada tornou-se mártir da Igreja, pois morreu defendendo sua fé. Era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia (Sicília), pertencia a uma família nobre e rica. Viveu durante a dominação do procônsul Quinciano e foi martirizada durante as perseguições de Décio “o Diocleciano”.

Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade. Não quebrar essa promessa lhe custou à vida, porque o governador da Sicília se interessou pela casta jovem e a pediu em casamento. Águeda recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou ao tribunal que a entregou a uma mulher de má conduta para desviá-la de Deus. Como isso não aconteceu, ela foi entregue aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã.

As torturas narradas pelas quais passou à virgem são de arrepiar e estarrecer. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão.

Neste retorno, ela teve a graça de "ver" o Apóstolo São Pedro, o que a revitalizou na fé. Seus carrascos que esperavam vê-la fraquejar em suas convicções se surpreenderam com sua firmeza na fé, por isso a submeteram a outras cruéis torturas, desta vez com o desconjuntamento dos ossos e o dilaceramento dos seios. Foi arrastada por sobre cacos de vidros e carvões em brasa.

Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto rezava pedindo a Deus para parar a erupção do vulcão Etna, que iniciara bem na hora do seu martírio. Assim que ela expirou o vulcão se aquietou e as lavas cessaram. Até hoje o povo costuma pedir a sua intercessão para protegê-lo contra a lava do vulcão Etna, sempre que este começa a ameaçá-los. Santa Águeda é invocada contra os perigos do incêndio.

O martírio de Águeda aconteceu durante o império de Décio, no seu terceiro consulado, no ano de 251. Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos. Apenas Roma chegou a ter doze igrejas dedicadas a ela.

Santa Águeda morreu no dia 5 de fevereiro com relação ao ano há uma duvida entre os historiadores, 251 ou 254. Suas relíquias no ano de 1040 foram levadas por um general bizantino a Constantinopla. Passados 86 anos dois soldados franceses roubaram as relíquias e as entregaram ao bispo Maurício no Castelo de Aci e em 17 de agosto de 1126 as relíquias retornaram a Catânia.

HINO:

Hoje brilha o dia de Águeda, ilustre virgem;
Cristo une-a consigo e coroa-a com duplo diadema.
De ilustre prosápia, formosa e bela;
Mais ilustre, porém, pelas obras e pela fé,
reconhece a vaidade da prosperidade terrena
e sujeita o coração aos divinos preceitos.
Bastante mais forte que os seus cruéis verdugos,
expôs os membros aos açoites.
A fortaleza do seu coração mostra-a claramente o seu peito torturado.
Ao cárcere, que se converteu em delicioso paraíso,
desce o pastor Pedro para confortar a sua ovelhinha.
Recobrando novo alento e acesa em novo zelo,
alegre corre para os açoites.
A multidão pagã que foge amedrontada,
diante do fogo do Etna, recebe as consolações de Águeda.
A todos os que recorrem fiéis à sua proteção
extingue-lhes Águeda os ardores da concupiscência.
Agora que ela, como esposa, resplandece no céu,
interceda perante o Senhor por nós miseráveis.
E queira, sim, enquanto nós lhe celebramos a festa,
ser-nos propícia a todos quantos deferimos as suas glórias”.

Fonte: paulinas.org.br/ - oarcanjo.net/ - pt.wikipedia.org/
Foto: 4.bp.blogspot.com/
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O Bom Samaritano-Parábolas-Igreja Católica

04/02/2010

Mais uma vez Jesus é posto a prova, agora por um especialista em leis que pergunta o que deve fazer para obter a vida eterna. “Amar a Deus e ao próximo” é o que diz a lei. O especialista não satisfeito pergunta; “E quem é o meu próximo?”


Lucas 10,29-37

Parábola do Bom Samaritano

Quem é o meu próximo?

Mas ele, querendo mostrar a sua justiça, disse a Jesus: “E que é o meu próximo?”

Jesus continuou: Um homem descia de Jerusalém a Jerico, caiu nas mãos de bandidos que, tendo-o despojado e coberto de pancadas, foram-se embora e o abandonaram quase morto.

Aconteceu que um sacerdote descia por esse caminho; ele viu o homem e passou a boa distância. Do mesmo modo um levita chegou a esse lugar; viu o homem e passou a boa distância. Mas um samaritano que estava de viagem chegou perto do homem; ele o viu e tomou-se de compaixão. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, derramando nelas azeite e vinho (para diminuir a dor e limpar o ferimento), montou-o sobre a sua própria montaria, conduziu-o a uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, tirando duas moedas de prata, deu-as ao hospedeiro e lhe disse: Toma conta dele, e se gastares alguma coisa a mais, sou eu que te pagarei na minha volta.

Qual dos três, a teu ver, mostrou-se próximo do homem que caíra nas mãos dos bandidos? O legista respondeu: “Foi aquele que deu prova de bondade para com ele”. Jesus lhe disse: “Vai e tu também faze o mesmo”.

Que tal entender um pouco da história?

1.   Podemos começar vendo a malicia do legista ao fazer essa pergunta, pois sendo ele um entendido em leis já tinha consciência que o amor incondicional a Deus e ao próximo e a chave para a vida eterna.
2.   Não havia a necessidade de perguntar quem seria seu próximo, já que para os judeus da época seria todo o seu povo, deixando de lado todos os estrangeiros.
3.   A estrada descrita por Lucas cortava do deserto de Judá, donde se pode deduzir que o personagem abatido por bandidos seria um judeu.
4.   Já sabemos que judeus e samaritanos, são como água e óleo, não se misturam. Dessa forma podemos concluir que o “levita” e o “sacerdote” estão no enredo para valorizar ainda mais a atitude do samaritano.

Vamos refletir!

Na história de nossa vida será que procuramos agir como o samaritano que deixou de lado todas as diferenças, sejam elas raciais ou sociais, para aderir o projeto de Deus, que é amar, respeitar e promover a vida.

Será que agimos igual ao sacerdote ou ao levita que mesmo tendo como dever, cuidar do bem-estar comum, valorizando as leis do Criador, tentando implantar a paz e acima de tudo seguir o exemplo de Jesus: “’Servir’ e não ser servido” preferiu dar as costas como se isso não fosse responsabilidade dele.

Será que algumas vezes, até por medo de nos comprometermos com a Igreja e com a coletividade, com a comunidade carente que vive ao nosso redor, agimos como os doutores da lei, sempre nos julgando superior e mais merecedor, que os nossos irmãos.

Com a parábola do Bom Samaritano, Jesus deixa bem claro que não devemos desprezar ou menosprezar ninguém, por mais humilde que seja, pois na realidade ele com certeza é o nosso próximo. Devemos agora não mais perguntar quem é o nosso próximo, mas o que fazer para ser o próximo de alguém.  

Fonte: Bíblia Edição Pastoral – Bíblia Tradução Ecumênica
Foto: farm4.static.flickr.com
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Quaresma mensagem do Papa Bento XVI

Mensagem do Papa Bento XVI para Quaresma em 2010 tem como tema: “A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo. (Rom 3,21–22)

Leia na integra:

Queridos irmãos e irmãs, todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida á luz dos ensinamentos evangélicos. Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21-22)

Justiça: “dare cuique suum”

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado á sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos á morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos -, mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Como e mais do que o pão ele de fato precisa de Deus. Nora Santo Agostinho: se “a justiça é a virtude que distribui a cada um o que é seu…não é justiça do homem aquela que subtrai o homem ao verdadeiro Deus” (De civitate Dei, XIX, 21).

De onde vem a injustiça?

O evangelista Marcos refere às seguintes palavras de Jesus, que se inserem no debate de então acerca do que é puro e impuro: “Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. Porque é do interior do coração dos homens, que saem os maus pensamentos” (Mc 7,14-15.20-21). Para além da questão imediata relativo ao alimento, podemos entrever nas reações dos fariseus uma tentação permanente do homem: individuar a origem do mal numa causa exterior. Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem “de fora”, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua atuação: Esta maneira de pensar - admoesta Jesus – é ingênua e míope. A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal. Reconhece-o com amargura o Salmista: ”Eis que eu nasci na culpa, e a minha mãe concebeu-se no pecado” (Sl. 51,7). Sim, o homem torna-se frágil por um impulso profundo, que o mortifica na capacidade de entrar em comunhão com o outro. Aberto por natureza ao fluxo livre da partilha adverte dentro de si uma força de gravidade estranha que o leva a dobrar-se sobre si mesmo, a afirmar-se acima e contra os outros: é o egoísmo, conseqüência do pecado original. Adão e Eva, seduzidos pela mentira de Satanás, pegando no fruto misterioso contra a vontade divina, substituíram á lógica de confiar no Amor aquela da suspeita e da competição; á lógica do receber, da espera confiante do Outro, aquela ansiosa do agarrar, do fazer sozinho (cfr Gn 3,1-6) experimentando como resultado uma sensação de inquietação e de incerteza.

Como pode o homem libertar-se deste impulso egoísta e abrir-se ao amor?

Justiça e Sedaqah

No coração da sabedoria de Israel encontramos um laço profundo entre fé em Deus que “levanta do pó o indigente (Sl. 113,7) e justiça em relação ao próximo. A própria palavra com a qual em hebraico se indica a virtude da justiça, sedaqah, exprime-o bem. De fato sedaqah significa, dum lado a aceitação plena da vontade do Deus de Israel; do outro, equidade em relação ao próximo (cfr. Ex 29,12-17), de maneira especial ao pobre, ao estrangeiro, ao órfão e á viúva (cfr. Dt 10,18-19). Mas os dois significados estão ligados, porque o dar ao pobre, para o israelita nada mais é senão a retribuição que se deve a Deus, que teve piedade da miséria do seu povo. Não é por acaso que o dom das tábuas da Lei a Moisés, no monte Sinai, se verifica depois da passagem do Mar Vermelho. Isto é, a escuta da Lei, pressupõe a fé no Deus que foi o primeiro a ouvir o lamento do seu povo e desceu para o libertar do poder do Egito (cfr. Ex s,8). Deus está atento ao grito do pobre e em resposta pede para ser ouvido: pede justiça para o pobre (cfr. Ecli 4,4-5.8-9), o estrangeiro (cfr. Ex 22,20), o escravo (cfr. Dt. 15,12-18). Para entrar na justiça é portanto necessário sair daquela ilusão de auto – suficiência , daquele estado profundo de fecho, que á a própria origem da injustiça. Por outras palavras, é necessário um “êxodo” mais profundo do que aquele que Deus efetuou com Moisés, uma libertação do coração, que a palavra da Lei, sozinha, é impotente a realizar. Existe portanto para o homem esperança de justiça?

Cristo, justiça de Deus

O anuncio cristão responde positivamente á sede de justiça do homem, como afirma o apóstolo Paulo na Carta aos Romanos: “Mas agora, é sem a lei que está manifestada a justiça de Deus… mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os crentes. De fato não há distinção, porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, por meio da redenção que se realiza em Jesus Cristo, que Deus apresentou como vitima de propiciação pelo Seu próprio sangue, mediante a fé” (3,21-25). Qual é, portanto a justiça de Cristo? É antes de mais a justiça que vem da graça, onde não é o homem que repara, que cura si mesmo e os outros. “O fato de que a “expiação” se verifique no “sangue” de Jesus significa que não são os sacrifícios do homem a libertá-lo do peso das suas culpas, mas o gesto do amor de Deus que se abre até ao extremo, até fazer passar em si “a maldição” que toca ao homem, para lhe transmitir em troca a “bênção” que toca a Deus (cfr. Gal. 3,13-14). Mas isto levanta imediatamente uma objeção:

Que justiça existe lá onde o justo morre pelo culpado e o culpado recebe em troca a bênção que toca ao justo? Desta maneira cada um não recebe o contrário do que é “seu”? Na realidade, aqui manifesta-se a justiça divina, profundamente diferente da justiça humana. Deus pagou por nós no seu Filho o preço do resgate, um preço verdadeiramente exorbitante. Perante a justiça da Cruz o homem pode revoltar-se, porque ele põe em evidencia que o homem não é um ser autárquico, mas precisa de outro para ser plenamente si mesmo. Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade.
Compreende-se então como a fé não é um fato natural, cômodo, obvio: é necessário humildade para aceitar que se precisa que outro me liberte do “meu”, para me dar gratuitamente o “seu”. Isto acontece particularmente nos sacramentos da Penitencia e da Eucaristia. Graças á ação de Cristo, nós podemos entrar na justiça “maior”, que é aquela do amor (cfr. Rom. 13,8-10), a justiça de quem se sente em todo o caso sempre mais devedor do que credor, porque recebeu mais do que aquilo que poderia esperar.

Precisamente fortalecido por esta experiência, o cristão é levado a contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem e onde a justiça é vivificada pelo amor. Queridos irmãos e irmãs, a Quaresma culmina no Tríduo Pascal, no qual também este ano celebraremos a justiça divina, que é plenitude de caridade, de dom, de salvação. Que este tempo penitencial seja para cada cristão tempo de autentica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça. “Com estes sentimentos, a todos concedo de coração, a Bênção Apostólica”.

Fonte e Foto: CNBB
33catolico – Ricardo e Marta – Com. São Paulo Apóstolo

Comunidade São Paulo-Celeiro de Vocações

Comunidade São Paulo Apóstolo
“10 anos servindo a Igreja”.

No ano em que comemoramos 10 anos de fiel serviço a Igreja de Cristo, Deus nosso Pai de infinito amor, nós concedeu um presente de valor inestimável, fez brotar de nossa comunidade um Sacerdote.

Pela imposição das mãos de Dom José Antonio, nosso estimado e amado amigo Rivaldo Feitosa, membro atuante de nosso blog, ordenou-se diácono no dia 22 de dezembro. Seu Ministério será exercido na Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Conjunto Ceará. Temos a certeza que pela intercessão da Sagrada Família, Deus continuará a iluminá-lo na sua caminhada.

O aniversário é nosso, mas o presente é para todo povo de Deus.
Comunidade São Paulo Apóstolo

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Amigos para sempre:


Direito Canônico-Sacramento do Batismo

Os sacramentos do Novo Testamento, instituído pelo Cristo Senhor e confiados à Igreja, como ações de Cristo e da Igreja, constituem sinais e meios pelos quais se exprime e se robustece a fé, se presta culto a Deus e se realiza a santificação dos homens; por isso, muito concorrem para criar, fortalecer e manifestar a comunhão eclesial; em vista disso, os ministros sagrados e os outros fiéis, em sua celebração, devem usar de suma veneração e devida diligência. (Cân.840)

Já que os sacramentos são os mesmos para toda a Igreja e pertencem ao depósito divino, compete unicamente à suprema autoridade da Igreja aprovar ou definir os requisitos para sua validade, e cabe a ela ou a outra autoridade competente, de acordo com o cân.838, §§ 3 e 4, determinar o que se refere à sua celebração, administração e recepção lícita, e à ordem a ser observada em sua celebração. (Cân.841)

Quem não recebeu o batismo não pode ser admitido validamente aos outros sacramentos. (Cân.842 §1) Os sacramentos do batismo, da confirmação e da santíssima Eucaristia acham-se de tal forma unidos entre si, que são indispensáveis para a plena iniciação cristã. (Cân.842 §2)

Os ministros sagrados não podem negar os sacramentos àqueles que os pedirem oportunamente, que estiverem devidamente dispostos e que pelo direito não forem proibidos de recebê-los. (Cân.843 §1)

Os pastores de almas e os outros fiéis, cada um conforme o seu próprio múnus eclesiástico, têm o dever de cuidar que todos os que pedem os sacramentos estejam preparados para recebê-los, mediante devida evangelização e instrução catequética, segundo as normas dadas pela autoridade competente. (Cân.843 §2)

Os sacramentos do batismo, confirmação e ordem, já que imprimem caráter, não podem ser repetidos, (Cân.845 §1) depois de feita diligente investigação, permanecendo dúvida prudente se os sacramentos mencionados no § 1 foram recebidos de fato, ou se o foram validamente, sejam conferidos sob condição. (Cân.845 §2)

Na celebração dos sacramentos, sigam-se fielmente os livros litúrgicos aprovados pela autoridade competente; portanto, ninguém acrescente, suprima ou altere coisa alguma neles, por própria iniciativa. (Cân.846 §1) O ministro celebre os sacramentos conforme o próprio rito. (Cân.846 §2)

Além das ofertas estabelecidas pela autoridade competente, o ministro nada peça pela administração dos sacramentos, tomando sempre cuidado para que os necessitados não sejam privados do auxílio dos sacramentos por causa de sua pobreza. (Cân.848)

Sacramento do Batismo

O batismo, porta dos sacramentos, necessário na realidade ou ao menos em desejo para a salvação, e pelo qual os homens se libertam do pecado, se regeneram tornando-se filhos de Deus e se incorporam à Igreja, configurados com Cristo mediante caráter indelével, só se administra validamente através da ablução (purificação) com água verdadeira, usando-se a devida fórmula das palavras. (Cân.849)

Celebração do Batismo

O batismo se administra segundo o ritual prescrito nos livros litúrgicos aprovados, exceto em caso de urgente necessidade, em que se deve observar apenas o que é exigido para a validade do sacramento. (Cân.850)

A celebração do batismo deve ser devidamente preparada; assim: (Cân.851)
·         o adulto que pretende receber o batismo seja admitido ao catecumenato e, enquanto possível, percorra os vários graus até a iniciação sacramental, de acordo com o ritual de iniciação, adaptado pela Conferência dos Bispos, e segundo normas especiais dadas por ela;
·         os pais da criança a ser batizada, e também os que vão assumir o encargo de padrinhos, sejam convenientemente instruídos sobre o significado desse sacramento e às obrigações dele decorrentes; o pároco, por si ou por outros, cuide que os pais sejam devidamente instruídos por meio de exortações pastorais, e também mediante a oração comunitária reunindo mais famílias e, quando possível, visitando-as.

O que se prescreve nos cânones acerca do batismo dos adultos aplica-se a todos os que chegaram ao uso da razão, ultrapassada a infância. (Cân.852 §1) No que se refere ao batismo, deve equiparar-se à criança também aquele que não está em seu juízo. (Cân.852 §2)

A água a ser utilizada na administração do batismo, exceto em caso de necessidade, deve ser benta segundo as prescrições dos livros litúrgicos. (Cân.853) O batismo seja conferido por imersão ou por infusão, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos. (Cân.854)

Cuidem os pais, padrinhos e pároco que não se imponham nomes alheios ao senso cristão. (Cân.855) Embora o batismo possa ser celebrado em qualquer dia, recomenda-se, porém, que ordinariamente seja celebrado no domingo ou, se for possível, na vigília da Páscoa. (Cân.856) Exceto em caso de necessidade, o lugar próprio para o batismo é a igreja ou oratório. (Cân.857 §1) Tenha-se como regra geral que o adulto seja batizado na própria igreja paroquial e a criança na igreja paroquial dos pais, salvo se justa causa aconselhar outra coisa. (Cân.857 §2)

Exceto em caso de necessidade, o batismo não seja conferido em casas particulares, salvo permissão do Ordinário local, por justa causa. (Cân.860 §1) Exceto em caso de necessidade ou por outra razão pastoral que o imponha, não se celebre o batismo em hospitais, salvo determinação contrária do Bispo diocesano. (Cân.860 §2)

Ministro do Batismo

Ministro ordinário do batismo é o Bispo, o presbítero e o diácono, mantendo-se a prescrição do cân.530, n.1. (Cân.861 §1) Na ausência ou impedimento do ministro ordinário, o catequista ou outra pessoa para isso designada pelo Ordinário local pode licitamente batizar; em caso de necessidade, qualquer pessoa movida por reta intenção; os pastores de almas, principalmente o pároco, sejam solícitos para que os fiéis aprendam o modo certo de batizar. (Cân.861 §2)

Exceto em caso de necessidade, a ninguém é lícito, sem a devida licença, conferir o batismo em território alheio, nem mesmo aos próprios súditos. (Cân.862)

O batismo dos adultos, pelo menos daqueles que completaram catorze anos, seja comunicado ao Bispo diocesano, a fim de ser por ele mesmo administrado, se o julgar conveniente. (Cân.863)

Batizados

É capaz de receber o batismo toda pessoa ainda não batizada, e somente ela. (Cân.864)

Para que o adulto possa ser batizado, requer-se que tenha manifestado a vontade de receber o batismo, que esteja suficientemente instruído sobre as verdades da fé e as obrigações cristãs e que tenha sido provado, por meio de catecumenato, na vida cristã; seja também admoestado para que se arrependa de seus pecados. (Cân.865 §1) O adulto, que se encontra em perigo de morte, pode ser batizado se, possuindo algum conhecimento das principais verdades da fé, manifesta de algum modo sua intenção de receber o batismo e promete observar os mandamentos da religião cristã. (Cân.865 §2)

A não ser que uma razão grave o impeça, o adulto que é batizado seja confirmado logo depois do batismo e participe da celebração eucarística, recebendo também a comunhão. (Cân.866)

Os pais têm a obrigação de cuidar que as crianças sejam batizadas dentro das primeiras semanas; logo depois do nascimento, ou mesmo antes, dirijam-se ao pároco a fim de pedirem o sacramento para o filho e serem devidamente preparados para eles. (Cân.867 §1) Se a criança estiver em perigo de morte, seja batizada sem demora. (Cân.867 §2)

Para que uma criança seja licitamente batizada, é necessário que: (Cân.868 §1)
·         os pais, ou ao menos um deles ou quem legitimamente faz as suas vezes, consintam;
·         haja fundada esperança de que será educada na religião católica; se essa esperança faltar de todo, o batismo seja adiado segundo as prescrições do direito particular, avisando-se aos pais sobre o motivo.
Em perigo de morte, a criança filha de pais católicos, e mesmo não-católicos, é licitamente batizada mesmo contra a vontade dos pais. (Cân.868 §2)

Havendo dúvida se alguém foi batizado ou se o batismo foi conferido validamente, e a dúvida permanece depois de séria investigação, o batismo lhe seja conferido sob condição.(Cân.869 §1) Aqueles que foram batizados em comunidade eclesial não-católica não devem ser batizados sob condição, a não ser que, examinada a matéria e a forma das palavras usadas no batismo conferido, e atendendo-se à intenção do batizado adulto e do ministro que o batizou, haja séria razão para duvidar da validade do batismo. (Cân.869 §2)

Nos casos mencionados nos §§ 1 e 2, se permanecerem duvidosas a celebração ou a validade do batismo, não seja este administrado, senão depois que for exposta ao batizando, se adulto, a doutrina sobre o sacramento do batismo; a ele, ou aos pais, tratando-se de crianças, sejam explicadas as razões da dúvida sobre a validade do batismo. (Cân.869 §3)

A criança exposta ou achada, seja batizada, a não ser que, após cuidadosa investigação, conste de seu batismo. (Cân.870) Os fetos abortivos, se estiverem vivos, sejam batizados, enquanto possível. (Cân.871)

Padrinhos

Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes. (Cân.872) Admite-se apenas um padrinho ou uma só madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha. (Cân.873)

Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que: (Cân.874 §1)
·         seja designado pelo batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
·         Tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo Bispo diocesano, ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;
·         seja católico, confirmado, já tenha recebido o santíssimo sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
·         não tenha sido atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
·         não seja pai ou mãe do batizando.

O batizado pertencente a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com um padrinho católico, o qual será apenas testemunha do batismo. (Cân.874 §2)

Da prova e anotação do batismo

Se não houver padrinho, aquele que administra o batismo cuide que haja pelo menos uma testemunha, pela qual se possa provar a administração do batismo. (Cân.875) Para provar a administração do batismo, se não advém prejuízo para ninguém, é suficiente a declaração de uma só testemunha acima de qualquer suspeita, ou o juramento do próprio batizado, se tiver recebido o batismo em idade adulta. (Cân.876)

O pároco do lugar em que se celebra o batismo deve anotar cuidadosamente e sem demora os nomes dos batizados, fazendo menção do ministro, pais, padrinhos, testemunhas, se as houver, do lugar e dia do batismo, indicando também o dia e o lugar do nascimento. (Cân.877 §1)

Tratando-se de filhos de mãe solteira, deve-se consignar o nome da mãe, se consta publicamente da maternidade ou ela o pede espontaneamente por escrito perante duas testemunhas; deve-se também anotar o nome do pai, se sua paternidade se comprova por algum documento público ou por declaração dele, feita perante o pároco e duas testemunhas; nos outros casos, anote-se o nome do batizado, sem fazer menção do nome do pai ou dos pais. (Cân.877 §2)

Tratando-se de filho adotivo, anotem-se os nomes dos adotantes e pelo menos os nomes dos pais naturais, de acordo com o §§ 1 e 2, se assim se fizer também no registro civil da região, observando-se as prescrições da Conferência dos Bispos. (Cân.877 §3)

Se o batismo não for administrado pelo pároco ou não estando ele presente, o ministro do batismo, quem quer que seja, deve informar da celebração do batismo ao pároco da paróquia em que o batismo tiver sido administrado, para que este o anote, de acordo com o cân.877, §1. (Cân.878)

Fonte: Código de Direito Canônico
33catolico – Ricardo e Marta – Pastoral do Batismo
 

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